Ingressei no nosso “ Espiritualismo de Terreiro ” pela dor. Como um bom iniciante, ainda na assistência, olhava completamente deslumbrado o “espetáculo” que se descortinava diante de seus olhos. Era um misto de encantamento e espanto, já que, em minha caminhada de estudo religioso, fui incutido a aceitar a Umbanda como uma coisa profana, uma seita constituída de Espíritos ignorantes, sem a necessária preparação, caminhando juntos para o abismo, ou seja, como se diz do coloquial: “ Cego guiando cego ”. Tudo era muito novo, insólito. Os esgares, os arquétipos, as frases mal resolvidas de difícil interpretação, a roupa branca. Tudo representando a simplicidade e, a Paz. Fascinava-me. Envolvendo-me nesse turbilhão de novidades, minhas dores foram se aliviando e uma relativa tranquilidade tomou conta de minha vida. As filas de fiéis trajando o alvo, para mim, representa a pureza Divina , chegando aos meus olhos leigos, como que, soldados fardados e, adornados com belíssimos cordõe...
Está é uma homenagem ao “Templo de Umbanda Caboclo Flecha Dourada e Vovó Maria de Guiné”, situado a Rua Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, 805 - Vila Jaguará, e aos seus mentores espirituais: Caboclo Flecha Dourada - Vovó Maria de Guiné – Sr. Zé Baiano – Sr. Severino - E a magnífica falange de guardiões comandadas pelo Sr. Tranca.